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Outra hipótese é sobre a forma como pensamos a tecnologia. Aqui, no Brasil, era comum a alguns anos atrás ouvirmos pessoas comentando que não utilizariam computadores porque eram máquinas dos EUA, dos opressores. Uma das marcas que não podemos esquecer é esta. Tanto que, quando foi proposto o projeto de informatização de escolas pelo governo federal em 1983 (projeto EDUCOM) a preocupação era com a produção de softwares nacionais. O intuito desta medida era barrar o processo de subjugação que a ideologia americana ou de outros países poderia efetivar sobre estudantes brasileiros/as. Por outro lado, o viés que sustentava esta proposta era o de modernização da sociedade brasileira - uma grande e, porque não dizer, excessiva responsabilidade para um simples microcomputador e para os/as que o utilizassem!
À guisa do que coloca Hall sobre o conceito de tradução - mesmo que o conceito tenha sido engendrado sobre identidades nacionais - parece que haveria uma necessidade da escola fazer trabalhos de tradução entre sua cultura moderna e a cultura pós-moderna de seus/suas alienígenas. Parece que o lugar da escola é entender e problematizar, à moda do trabalho epistemo-técnico ou tecnodemocrático, a era pós-moderna e as identidades que aí estão sendo engendradas por diversas agências. Finalmente, como colocam Green e Bigum
Uma das possibilidades apontadas pelos autores acima citados é com relação à entrada de microcomputadores na escola. Porém, alguns interrogantes permanecem, no sentido mesmo em que vinha apontando no texto, com relação à naturalização e ao imaginário de imposição: temos que fazer uso de computadores na escola para que ela acompanhe os tempos pós-modernos. Desta forma, seria importante pensar
Estas são algumas das questões que podem ser feitas a partir das idéias trazidas pelos autores. A grande questão é perceber o quanto tais teorizações podem contribuir para refletir sobre o que está acontecendo na instituição escolar quando da introdução de novas tecnologias em seu cotidiano. Haveria trabalho epistemo-técnico, tecnodemocracia na escola?
Finalizando, tomamos a fala de Isabel Brasil Pereira (1996) quando afirma que
e aponta questões importantes da entrada de microcomputadores na escola brasileira.
Fonte: http://portoweb.com.br/PierreLevy/ciberidentidades.html